Política é uma arte, não há dúvida alguma disso.
Nunca fui muito bom com política partidária, motivo pelo qual não me embrenhei nessa área. Adoro a administração pública, minha formação e profissão, mas não cheguei a me filiar a partido político algum.
Campanhas já fiz muitas, vou para a rua desde os 16 anos, e é difícil uma eleição em que eu não me sinta com vontade de defender apolticamente algum candidato.
Comecei acreditando no Partido Verde, migrei forte para o Partido dos Trabalhadores e depois me afastei ideológica e completamente dos partidos. Agora ensaio retornar para as campanhas, esse ano apoiarei a Soninha (PPS) para o Governo do Estado de São Paulo e a Marina Silva (PV) para a Presidência.
Nunca fui bom de política, mas passei a entender características dela. Uma é que a política se faz com alianças, ainda mais no Brasil, cheio de partidos políticos com representação na Câmara e no Senado.
Mas há limites e limites, e a foto acima ultrapassa os limites a que me permiti acreditar.
Antes eu acharia uma pena ver uma candidata petista ter sua mão beijada pelo Sarney. Hoje sei que isso é o padrão do partido. E esse padrão eu não defendo.
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Foto de Roberto Stuckert Filho, publicada no O Globo de 13 de janeiro de 2010.
